segunda-feira, 17 de novembro de 2014

PEC das domésticas - Comissão aprova relatório e rejeita o fim do banco de horas entre outras 58 emendas

No último dia 11, a Comissão mista do Congresso Nacional que discute a regulamentação do trabalho doméstico aprovou o parecer do senador Romero Jucá  que rejeita 58 emendas apresentadas pela Câmara dos Deputados à PEC das domésticas.



Antes de virar Lei, a proposta será submetida à votação no plenário da Câmara e, depois, no do Senado. Leia  na íntegra o texto do G1, clique aqui.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Site para encontrar indicações e profissionais para serviços domésticos

Quem é que 'vira e mexe' não precisa de um conserto e da indicação de um profissional para fazer um serviço doméstico? 

Um grupo de pessoas pensou nisso e utilizou a lógica "o que eu procuro" com a do " o que eu tenho a oferecer", que hoje é o conceito de  tantos sites por aí,  e criaram o site Bicos.

"O site nada mais é que uma plataforma de serviço de publicação e busca de anúncio para trabalhos domésticos esporádicos. Teremos serviços como diarista, pintor e eletricista", afirma um dos sócios do projeto, Marcos Botelho, em entrevista para o blog Wide.

Eu dei uma rápida olhada, por que de início achei a ideia excelente. No Bicos estão listados serviços desde aqueles de faxina, às  manutenções e reparos materiais mais complicadas em casa. Há também profissionais para cuidados pessoais e indicações de serviços buffets, motoristas, leva e traz etc.

O site, que também está disponível em app, é bem organizado, com informação da área de atuação  e  espaço para avaliações dos profissionais. Os filtros de buscas também são muito bom.  Agora é apostar no conteúdo, em encontrar lá bons e honestos profissionais.

Quem se habilita a fazer um teste e nos contar se a experiência foi boa? rs Eu, em breve, vou fazer um teste e volto aqui para contar como foi.

Para ler a entrevista na Revista Wide, clique aqui.

Para conhecer o site, entre aqui.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Enquanto a regulamentação da PEC não vem, a multa para a falta de registro vem

Pode passar de R$ 805,06 a multa que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aplicar ao empregador que faltar com o registro em carteira de seu trabalhador doméstico. Esta medida passou a vigorar no último 7 de agosto, com o fim do prazo de 120 dias da publicação da lei em abril.

O ponto é que para ser avaliada a aplicação da multa, pelo jeito, apenas por meio de denúnica em ações trabalhistas, que antes devem justificar os vínculos, pois os fiscais do trabalho não podem entrar em residências para averiguar as situações das empregadas.

O que ainda fica na pendência é a regulamentação de sete direitos, dos 16 aprovados na Pec das domésticas, aprovados em Congresso:  Seguro-desemprego, indenização em demissões sem justa causa, conta no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, salário-família, adicional noturno, auxílio-creche e seguro contra acidente de trabalho.  (Imagem ao lado do G1) 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Cartilha do empregador doméstico:


Aqui você vai encontar algumas respostas do Ministério do Trabalho às dúvidas mais frequentes do empregador domésticos:




cartilha domesticas  08.jpg

Sonhos de consumos




Um dia, e que não esteja longe, quero ver as máquinas nos ajudarem mais nas tarefas do dia-a-dia em nossa casa. Mas por enquanto, alguns robôs podem dar uma forcinha.
 
Aproveite, se puder, pois eles estão à venda.

Leia em:

  Robôs domésticos que ajudam a cuidar da casa



   

domingo, 27 de outubro de 2013

Agências para trabalhos domésticos

Serviços de domésticas:

Para quem procura empregadas treinadas e administradas por agência, passo aqui algumas empresas no Rio de Janeiro. Quem souber indicar mais alguma empresa, por gentileza, fique à vontade para comentar.

A primeira empresa foi apresentada no Mundo S/A da Globonews. É a La Maison Belle, uma consultoria especializada em recrutamento e treinamento de empregadas domésticas na Barra da Tijuca. Veja aqui a reportagem.

Há também o Diaristas Express, que faz inclusive promoções no Peixe Urbano. E a Magci Clean, que possui uma tabela de preços bem detalhada.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Dona Patroa que não é tão patroa


Desde maio desde ano, deixei eu, que criei este blog Dona Patroa, de ser tão patroa. Não foi por causa da PEC das Domésticas, ao contrário do que muitos podem pensar. Foi devido a minha situação particular mesmo. Precisei cortar os gastos, pois meu orçamento realmente estava mais complicado. Um divórcio saindo do forno faz dessas coisas.

Imagem retirada do http://direitostrabalhistas.blogspot.com.br
Com dois filhos adolescentes, estava na hora de eu começar uma nova vida, e ela incluiu, principalmente, viver sem uma empregada morando em casa. Logo no primeiro mês, a agitação das novas atividades domésticas me fizeram perder  dois quilos. Não, não foi bom não. Eu sou uma pessoa magra, sempre tive a tendência a emagrecer, ou melhor, a perder o apetite em momentos de tensão, mudanças, etc. Dois quilos a menos me deixam com o ar ainda mais doente. Vocês pensam que mulheres magras não tem problemas de peso e estão felizes com o seu "shape"?  Essa não é a minha realidade.  Várias vezes me frustei experimentando vestidos com lindos decotes que pediam corpichos com curvas bem definidas.

Bom, voltando ao assunto sério, o que quero dizer é que tive que me replanejar, me reprogramar, me repaginar. Eu praticamente fazia trabalho doméstico apenas nos fins de semana. Afinal foram 14 anos de empregadora doméstica, logo, as novas atividades diárias tiveram  impacto na administração do meu tempo e também na parte física, ou vocês acham que atividade doméstica não gasta calorias?
Houve vantagem nisso? Pode parecer que não, mas sim, houve. Não tem nada a ver com a perda de peso e sim com saber o que é essencial na sua vida. O que é essencial na sua vida, com certeza, vai desde o lado afetivo, que é algo intangível e fornece o  equilíbrio emocional, ao lado financeiro, este do equilíbiro tangível e quanto mais prático e real, melhor.

De lá para cá, eu aprendi a me programar, a planejar ainda melhor a minha vida doméstica.  Cinco meses depois, voltei ao meu peso e estou mais organizada. Adotei novos hábitos e objetivos. A vantagem da vida doméstica, digamos, mais ativa é que passei a ter um controle melhor dos gastos da casa, do consumo dos mantimentos. Saber quanto é necessário gastar de desinfetante, de amaciante,  me deu outra dimensão de seus gastos e economia do lar.

Agora tenho uma faxineira que vem de quinze em quinze dias, as vezes um pouco mais, as vezes um pouco menos, e me ajuda em coisas que não dou conta.





sexta-feira, 12 de julho de 2013

Nova regulamentação faz empregador doméstico pagar adiconal de 20% sobre o salário

Aprovada pelo Senado em 11 de junho, a nova regulamentação do emprego doméstico amplia os direitos do trabalhadores e, conforme escrito, aumenta em 20% os custos para o salário pago pelo empregador, que englobam os 8% de INSS, os 0,8% de seguro acidente de trabalho e os 11,2% de FGTS. A proposta, com muitos pontos em discussão, ainda vai ser apreciada pela Câmara dos Deputados.

Para facilitar a burocracia de pagar tais gastos a mais, o relator no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), prevê o Simples da Doméstica, cujo o pagamento deverá ser feito por um boleto gerado em um site do governo.  Ali haverá um padrão a ser impresso todos os meses com o cálculo dos impostos. No site, poderá ser calculado o imposto de renda retido na fonte. 

O governo tem 120 dias, a partir da publicação da matéria no Diário Oficial, para implementar o Simples, mas a Caixa Econômica Federal  ainda meios estuda meios de tornar isso disponível.

Outra novidade prevista pelo relator na proposta se trata das auditorias fiscais. 
Você já pensou em um auditor fiscal entrando na sua casa para fiscalizar o trabalho doméstico? Pois então....


terça-feira, 21 de maio de 2013

Estabilidade de emprego para gestantes durante avis prévio


A presidente Dilma sancionou a lei que garante o emprego a gestantes que engravidarem durante o aviso prévio.A Lei foi publicada no "Diário Oficial da União" no dia 17 de maio. Leia a reportagem do G1.

domingo, 14 de abril de 2013

Cálculo de gastos com o empregado doméstico - PEC

Calculadora de gastos. Veja aqui do G1:

http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/pec-das-domesticas/platb/

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Jornada de trabalho: Adequar conforme a CLT

A primeira ordem ou organização com ares empresariais que atinge a relação patroas e trabalhadores domésticos é o controle estrito da jornada de trabalho. Como é possível adequar a jornada já adotada, que atende à nossa família, ao que está regulamentado em CLT? Como caracterizar o que é hora extra e o que não é? Como enfim, fazer com a carga horária/jornada de trabalho?

É na própria CLT que estão os mecanismos para organizar essa jornada. Transcrevo aqui a explicação de Carla Barreto, advogada da C.Barreto Associados:

"Certo é que ao incluir os incisos XIII e XVI do art. 7º da Constituição Federal que trata da duração do trabalho e a remuneração do serviço extraordinário, respectivamente, dúvida não há que passa a se aplicar aos empregados domésticos os dispositivos da CLT sobre a duração do trabalho (art. 57 e seguintes).

Muitos alegam que com a jornada de trabalho de oito horas, com uma hora de descanso e alimentação, inevitavelmente será necessário o trabalho em regime extraordinário diariamente encarecendo sobremaneira o custo de se manter o empregado doméstico.

Entretanto, a CLT dispõe de mecanismos que, se utilizados de forma correta, podem minimizar a questão do trabalho em horas extras.

Conforme pode ser conferido na leitura do Art. 71 da CLT, que regulamenta a duração do intervalo para repouso e alimentação para trabalho contínuo com jornada superior a seis horas, através de acordo escrito poderá ser estipulado duração maior do que duas horas para repouso e alimentação:

Art. 71 – Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas.
§ 2º – Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho.

Assim sendo, é possível empregador e empregado ajustarem a jornada de trabalho diária de segunda à sexta-feira com início às 08:00 horas e pausa para refeição e descanso às 12:00, com retomada do trabalho às 16:00 horas e término às 20:00 horas, sendo certo que essa jornada não gera nenhuma hora extraordinária. 

É ressaltado que, conforme determina a CLT tal ajuste tem que ser feito por escrito.

Tendo em vista que atualmente na maioria dos casos não há contrato escrito entre empregadores e empregadas domésticas, a alteração dos direitos das domésticas introduzida pela PEC 66/12 é uma excelente oportunidade de formalizar a contratação estipulando todas as condições do contrato de trabalho, inclusive a da jornada de trabalho acima sugerida.

Carla Barreto
Celso Barreto Neto"

quarta-feira, 27 de março de 2013

16 novos Direitos, mas e os Deveres?

Agora é fato. Os 16 novos direitos do trabalhador doméstico estão aprovados pelo Senado. Isso está claro, mas não transparente. Várias dúvidas estão surgindo, pois o governo, para variar, aperta o botão "F" para a classe média se virar em como irá se adaptar. A maior dúvida do momento, acredito eu, é saber como podemos  controlar a carga horária de 44 horas semanais.

(Um pequeno comentário extra: Ouvi no rádio uma doméstica dizendo que agora as patroas irão aprender a deixar de comprar carros importados, bolsa da moda, brinquedos para seus filhos para pagar o que devem às empregadas. E eu digo: "Oi????" Que carro importado? Que bolsa da moda? A que parcela da população ela está se referindo?
Bom, pelo visto agora sim a depoente terá completa razão, pois para empregar uma doméstica só mesmo alguém que pode se dar ao luxo de comprar carros importados ou comprar bolsas da moda. Ponto para as empregadas que conseguiram conquistar empregadores de maior poder aquisitivo, pois os de menor poder aquisitivo vão procurar outras formas de organizar a sua casa e o cuidados com os filhos enquanto não estão em casa.)

Como controlar o horário principalmente  as patroas que trabalham fora e tem a mesma carga horária que a trabalhadora doméstica?

O que vale como compensação da carga horária para o trabalho doméstico?  O que será aceito legalmente?
Pelo que ouvi e li, aqui e ali, nessa questão os especialistas afirmam que o trabalho doméstico não é formal quanto uma empresa, que as partes terão que conversar sobre a questão. (Humm, agora o trabalho doméstico não é tão formal, mas na questão dos direitos cobrados está igual a uma empresa, completamente formal. Que interessante...).
No G1 de 27 de março, a professora do Instituto de Advogados de São Paulo (Iasp) Mirella Costa Macêdo Ferraz, especialista em direito trabalhista, afirma, por exemplo, que "não vê dificuldade para pagamento de hora-extra. Segundo ela, para isso basta que seja feito o controle numa folha de ponto comum, encontrada em papelarias."
E o adicional noturno? O adicional é de 20%  por hora trabalhada entre 22h e 5h para o trabalhador urbano. Como isto vai ficar para aquelas que empregam justamente para cuidar de filhos durante esse período? Será adotado o mesmo percentual?
Não, a meu ver, não basta comprar um controle, uma follha de ponto na papelaria . Temos que observar que ainda está na CLT Art.7º, quando à carga horária, horas extras e adicionais noturnos :

"Os preceitos constantes da presente Consolidação salvo quando fôr em cada caso, expressamente determinado em contrário, não se aplicam : (Redação dada pelo Decreto-lei nº 8.079, 11.10.1945)

        a) aos empregados domésticos, assim considerados, de um modo geral, os que prestam serviços de natureza não-econômica à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas;"
Isto ainda precisa ser regulamentado, ter uma direção, orientar como  fica o cumprimento e fiscalização destas questões dentro do ambiente doméstico. Como deverão ser cobrados estes deveres? cobrados.Como isso será aceito judicialmente? Será sempre uma questão de palavra, de conversa?  Mas estão igualando as patroas como empresas!
Qualquer acordo que seja entre as partes, no momento, terá de ser escrito e assinado por ambas as partes. Mas o controle da carga horária, realmente, é complicado. O que valerá legalmente?
Penso que devemos agora pressionar, nos organizar exercendo uma campanha para que as escolas, não só públicas, mas as todas as particulares ofereceram uma carga horária integral, sem grande aumento de custos para os pais, principalmente com filhos em idade escolar até os dez anos. Afinal, há que se pensar nas crianças e na dificuldade que as trabalhadoras de classe média tem em deixar os seus filhos para ir trabalhar.  O governo tem que se preocupar com isso também. Será que nenhum político pensa nisso? É  um efeito dominó! Estamos falando de economia do país, de educação, de sociedade, não se pode pensar apenas em uma parcela ou nas pontas das classes, a alta e a baixa.

É uma mudança cultural sim.A comemoração é grande para as domésticas, mas o outro lado da moeda está sentindo também e nos dois lados nem todos estão felizes. Haverá , com certeza, muitas demissões. Uma revisão da organização domiciliar. É um momento de estresse, como diz Clarice Spitz do Jornal O Globo.

A advogada especialista em direito trabalhista, Sônica Mascaro Nascimento, concedeu entrevista à rádio CBN Rio, sobre a questão da carga horária e compensações. São comentários  pertinentes para as patroas que querem e podem continuar com suas empregadas. Clique aqui

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

IBGE divulga: salário de domésticas tem o maior ganho real de salário

Segundo dados divulgados ontem pelo IBGE, o salário das domésticas foi "o setor da economia com maior ganho real de salário". O aumento foi de 6%, sendo que no Rio de Janeiro registrou a alta de 6,6%. O  segundo setor de maior ganho foi o comércio com 4%.

Incrível mesmo, para mim, foi superar a indústria e a construção civil, setores que geram receitas significativas para empresas ou sejam, empresas com potencial de bom lucro com a produção do trabalhador e que também repassam ao consumidor o aumento de custos e encargos que sofrem em sua cadeia produtiva. A alta dos salários do setor doméstico, por outro lado, impacta em pessoas físicas,  que não lucram com a produção da doméstica, por que, simplesmente,  o emprego doméstico não pertence a uma cadeia produtiva de negócios. Ou seja: isso é um absurdo!!

Ai das patroas assalariadas que não conseguem, com seus dissídios quase miseráveis em relação à inflação, tal ganho real de salário.

Sabe-se que é cultural do brasileiro, por vários fatores,  ter uma doméstica para as atividades rotineiras da casa. Devido aos salários cada vez mais altos e aos encargos obrigatórios que vem sendo aprovados pelo governo, a opção realmente será não oferecer mais o emprego em casa, o que  irá trazer questões  de adaptação e reorganização das atividades domésticas entre os familiares habitantes do mesmo teto. Fato é que haverá menos oferta de emprego doméstico nos lares de classe média.

E aí, seu governo? Assim tá bom para quem?

Abaixo selecionei links com reportagens para quem quiser mais informações sobre os dados do IBGE:

Salário de domésticas é o que mais sobe no país - Minha cara Doméstica - O Globo 27/02/2013

Novo retrato do Brasil - Salário de doméstica é o que mais sobre no país

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Quando chega a hora de cuidar dos pais

O Dona Patroa vai mudar o foco sem sair do tema maior que é ser uma empregador doméstica. Hoje em dia, é fato que precisamos estar atentas a não só cuidar da nossa casa, o lar de nossos maridos e filhos, mas também cuidar de nosso pais, principalmente quando estes requerem cuidados especiais não somente pela idade, e/ou por estarem mais frágeis, mas também por alguma doença que castiga a saúde mental ou física. Enfim, quando esta realidade chega e eles não podem estar mais sozinhos.

Não é fácil para a família decidir se cuida de seu idoso em casa, ou se há possibilidade de colocá-lo em um asilo. Prós e contras são listados, orçamentos verificados. É muito difícil quando chega este momento. 


Vou abrir a conversa sobre as mulheres que cuidam de seus idosos em casa, por que acredito que este papo pode ajudar na troca de experiências entre pessoas que passam por esta situação.

A quantidade de cuidados conflita com a rotina de mulheres batalhadoras que, para trabalhar e sustentar os gastos da casa, precisam de pessoas que cuidem de seus pais.São as cuidadoras, que hoje veem sendo muito requisitadas.  

Se existe seleção natural para isto, no gen das empregadoras domésticas está o fator 'administração'. Admistração do tempo, dinheiro, de pessoas. Existem todos os departamentos de uma empresa em uma mulher só, mas um grande e importante detalhe, ela não é pessoa jurídica (um dia espero que os políticos realmente entendam isso).

Para começar a falar de cuidadoras, entrevistei uma grande amiga, de quem sou admiradora. Ela conta um pouco como faz manter o controle de tantas responsabilidades. 

A Angela é publicitária, profissional de turismo e eventos, filha única, solteira, concilia  a vida cheia de compromissos profissionais com a administração da casa. Há anos, ela precisa coordenar as atividades de suas empregadas, que se revezam para dar cobertura total, 24 horas, a seu pai, com mal de Alzeimer, que mora com ela.
 
1. Há quanto tempo você administra cuidadoras para o seu pai?
Desde junho de 2006 , após o falecimento da minha mãe.

2.Como é sua rotina em relação às cuidadoras?
É sempre muito difícil implantar rotinas, elas seguem muito seu próprio “estilo”. Mas recentemente, ao trocar minhas funcionárias, criei uma tabela com tarefas de acordo com o dia da semana, até porque agora os dias de trabalho variam. Antes tinha uma de segunda à sexta + sábados de quinze em quinze e outra para os fins de semanas. Agora estabeleci um plantão 4 x 4 dias (elas dormem aqui).
 
3. Como é a questão dos horários das empregada durante a semana?
As duas dormem aqui.  Por exemplo, uma chega às 9:30h da segunda e sai quando a outra chega na sexta, essa que entra na sexta, sai no mesmo horário que entrou (normalmente entre 9:00 e 9:30h) na terça e assim, vai seguindo.

4. Como você distribui e delega as tarefas para elas? Há alguma diferença?
Atualmente as tarefas são as mesmas, mas sempre procuro aproveitar o que elas fazem melhor e com mais prazer. Uma gosta de costurar, então se preciso de um ponto numa blusa peço a ela, a outra faz feijão mais gostosos, então peço que deixe um pouco mais de feijão pronto.

5. O que você mais procura quando vai entrevistar alguém para trabalhar na sua casa? O que considera mais importante?
Após esse tempo e com tantas trocas ocorridas, não acredito em pré-requisitos estabelecidos. Deixo bem claro que o mais importante é cuidar do meu pai, em seguida do meu cachorrinho yorkshire(sim, tem que gostar de cachorro) e depois da casa. Como moro aqui, o resto é observação. Vou sentido o jeito delas, dou incertas para ver como estão indo as coisas em casa, se estão dando os remédios certos na hora certa, se estão dando comida para ele e tenho também uma vizinha, amiga que tem a chave da minha casa e entra a qualquer hora, esse é um apoio importante.
Especialmente no início, procuro estar perto na hora que vão trocar a fralda geriátrica do meu pai ou dar banho nele. Observo a forma como tratam ele . Quanto à referências, já soube de casos de empregadas que atendiam o telefone da casa como se fossem patroas para dar referências à colegas, portanto...

 6. Qual é o principal conselho que você daria a pessoas que procuram alguém para trabalhar em casa e cuidar de idosos ou pessoas que precisam de cuidados especiais?
Buscar, de preferência pessoas conhecidas, que já tenham trabalhado na casa de alguém naquela função, indicadas por outras e que demonstrem que precisam trabalhar. Mas sinceramente, é preciso estar sempre atenta, até com funcionários mais antigos, porque no início pedem desesperados o emprego e depois de algum tempo, o cordeiro vira lobo (ou loba). O idoso é como se fosse uma criança e precisa que sua família tome conta dele. O principal conselho é: Fique de olho, em tudo, sempre!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Patroas não são pessoas jurídicas e não visam lucros

O doutor Mário Avelino, presidente da Ong Doméstica Legal, durante entrevista ao Bom Dia Rio da Tv Globo, do dia 26 de novembro, observou alguns pontos de atenção quanto aos direitos requeridos no PEC 478/10:

- "Não existe adicional noturno para quem dorme no emprego. O adicional noturno por lei é para quem  trabalha no turno das vinte e duas às cinco da manhã.

- O controle das horas será "um problema por que o empregador doméstico não é uma empresa".

- "Se a PEC vier sozinha, estimamos que 200 mil trabalhadoras domésticas serão demitidas".

- "Existem por outro lado projetos no Congresso, já aprovados no Senado, que diminui o custo do empregador doméstico, o principal propõe a redução do INSS do empregador de 12% para 4%. A economia de 8 para cobrir o Fundo de Garantia."

E onde estão as divulgações, os 'lobies" de deputados desses projetos que propõe diminuir o custo do empregador doméstico para garantir o emprego das domésticas? 

Como bem disse o advogado ao fim da entrevista, o empregador doméstico não é uma empresa e não possui fins lucrativos. Há que se pensar bem nisso.

Veja a entrevista na íntegra:





domingo, 25 de novembro de 2012

PEC das domésticas: ações e reações

Com a elevação geral na ordem de 100% nos custos de um empregador para assegurar todos os direitos, estes que caminham para a aprovação ao Senado, a pergunta é:  ainda poderei manter uma empregada doméstica em casa? Terei condições de continuar a ser uma empregadora doméstica?

A preocupação com as domésticas é plenamente justificável, mas e a preocupação com quem as emprega?  Qual foi a preocupação que tiveram os relatores com esta transição, com a mudança? Com quem realmente irá pagar por isso? Será um simples "virem-se" empregadores, "danem-se patroas" ou "deixem de empregar, ué"?

Já  pensaram em  quantas patroas irão deixar de oferecer empregos em suas casas? Isso é bom para a nossa economia? Isso irá aumentar a qualidade de vida da população que não é instruída (não por culpa dos empregadores) e não possui nível técnico? O PEC das domésticas irá trazer alguma forma de não descriminação da categoria empregadas domésticas?

A classe média mais uma vez terá de se adequar, e se reorganizar, principalmente em relação as questões de famílias com filhos.  E quais serão as reações às ações aprovadas por esse PEC?
A matéria: 'O fim de uma profissão' do Estado de São Paulo, do dia 13 de novembro de 2012, ressaltou pontos de atenção da emenda em aprovação. Leia aqui.

Eu, de minha parte, começo a reavaliar o quanto a empregada é necessária e talvez, quem sabe, deixe de ser uma patroa para contratar diaristas.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A vida reproduzindo a ficção

Deu no site Notícias da TV Brasileira

"Na novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, que terminou no dia 28 de setembro, as personagens Penha e Lygia lançaram um site com diversas informações úteis para patrões e empregados domésticos. Ao acessar www.trabalhadordomestico.com.br, ainda é possível assistir a um vídeo gravado pelas duas personagens, em que Penha valoriza a importância e a dignidade do trabalho doméstico e, junto com Lygia, orienta patrões e empregados sobre a importância da carteira assinada. A Organização Internacional do Trabalho assina o filme com a Rede Globo.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Número de empregada domésticas diminui. Sinal de melhoria?

Foi divulgado pelo IBGE esta semana que o número de empregadas domésticas no Brasil diminui entre 2009 e 2011 ao mesmo tempo que aumentou o número de mulheres trabalhando no comércio. É um dado bem interessante, que acredito necessitar de maior avaliação para tratar a informação como um ganho, uma conquista.


Sim, concordo que uma mulher que fale que é empregada doméstica não terá na nossa sociedade o mesmo olhar de aceitação de uma mulher que diz que é caixa de um supermercado ou uma vendedora de loja. A meu ver, isso não é verdade, pois as duas são trabalhadoras com responsabilidades e possuem direitos e deveres na prestação do serviço.

Da mesma forma que há empregadores inadimplentes nos lares, também há empregadores inadimplentes no comércio. Há fatores que diferenciam os dois tipos de empregos, como em muitos outros, como jornadas de trabalho, tarefas e atividades, mas apresentar simplesmente que a possível troca do emprego doméstico pelo comércio significa que a mulher está com seus benefícios garantidos é, para mim, quase leviano. Quanto comerciantes não são sonegadores? Quantos comerciantes não assinam a carteira de trabalho com valores menores para ludibriar seus impostos? E somos nós as patroas as que empregam mal?

O preconceito agora parece estar mais no empregador do que no emprego doméstico.

Na entrevista ao Jornal Hoje, de 2/10, a ministra do Tribunal Superior do Trabalho, Delaíde Ribeiro, que foi doméstica, disse que o trabalho doméstico "não está em processo de extinção, está em processo de transformação, adquirindo outra face." Esta mesma transformação deveria existir em qualquer relação de emprego, não somente no doméstico, como por exemplo com redução de horas de trabalho, flexibilidade de horários, home-office. Isto tudo poderia desafogar a circulação de pessoas no centros, diminuir engarrafamentos e ajudar na diminuição do transporte público lotado. 

Reforço a minha opinião que o trabalho doméstico sempre será necessário, em níveis e formas diferentes, mas sempre será necessário. Deve-se sim, valorizá-lo como emprego e não subvalorizá-lo em relação a qualquer outro emprego.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A Patronete Estressada

Terceiro take do making of do cllip Vida de Patronetes: eu, como empreguete, e Regina Paes como a patronete estressada.


As Patronetes: A Chefe Mala

Mais um take do making of do clip Vida de Patronetes: com  Solange Mezabarba como  a chefe patronete, e Angela Mesquita, a subalterna patronete. To rindo de me acabar.