quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Quando achei que tava errada, isso era pouco.

Pra quem disser que não existe a lei de Murphy, eu digo, ela existe. Agendei pelo telefone a data para fazer o acerto do pagamento INSS da minha empregada. Pois é...eu acabei pagando duas vezes o mês de junho e deixei o mês de maio em aberto.

Pra começar, um dia antes da data marcada, o próprio INSS ligou pra minha casa desmarcando, por que não tinha água no local. E agendaram para um dia que eu não podia. Só soube quando cheguei em casa, uma sexta feira a noite, e a data era segunda de manhã. Mas liguei novamente e reagendei e, até então, tudo bem.

Estava eu sentada no meu trabalho, quando repentinamente lembrei que era o dia do acerto. Não somente o dia, mas era dali a duas horas. E eu estava sem os documentos necessários.
Sai do meu trabalho, fui em casa e procurei os comprovantes de pagamento. Claro, tem o Murphy, e não encontreias guias! Fui para o computador, que estava lentíssimo, entrei no site do banco e imprimi tudo novamente. Corrigindo, tentei imprimir, por que quando fui colocar papel na impressora: "cadê a (piii) do papel?" Minha filha entrou no quarto e falou: "Acabou ontem, mãe."

Corri para a papelaria, comprei a resma, voltei em casa, imprimi, peguei os documentos da empregada, chave de casa, celular, tudo (era o que eu pensava). Cheguei ao INSS 15 minutos atrasada. Mas como lá o tempo parece parar, me senti uma estrangeira em terras tropicais. Só eu ligo pra chegar na hora de consultas médicas, atendimentos em órgãos públicos.

Bom, me acomodei na cadeira com minha palavras cruzadas consolada a esperar. Senha 150, e no painel estava 109.  Para a minha surpresa, mal completei parcas lacunas das palavras cruzadas e ouvi o nome da minha empregada. O sujeito repetiu umas duas vezes. Eu não estava acreditando.Tão rápido!

Falei que era pra acertar dois pagamentos que fiz para o mesmo mês e deixei um em aberto. O sujeito me pediu a carteira de trabalho, o que, óbvio, não levei. Estava com a identidade e o CPF dela. Não tinham me dado essa informação ao telefone, me disseram documentos originais...e eu nem imaginei carteira de trabalho. O rapaz ainda disse que a empregada deveria estar presente, era ela quem devia pedir o acerto, ou me dar uma procuração.....aaaaarg

Mas, ele se compadeceu de mim e disse que era um erro comum, e que iria fazer o acerto assim mesmo. Murphy deve ter começado a gargalhar nesse momento. É porque o sujeito levantou uma ficha corrida de pagamentos e disse que eu havia pago o mês onze duas vezes, sem recolher referente ao 13º. Até aí...tudo bem...massssss ainda falou que recolhi erroneamente os pagamentos mensais.  E isso correspondia a um ano de contribuição. Ele me disse que o valor para o recolhimento correto é dividir o salário por cinco, 60% do empregador, 40% do empregado. E sabe o que ele ainda acrescentou? Disse que se eu fosse loira ele até entenderia esses erros!Sujeito petulante!

Mas eu tava era rindo. FAzer o quê? Posso ter dado a impressão de burra, mas o problema maior foi a falta de boa informação. Eu tenho um programa que baixei do site do Ministério do Trabalho, cadastro para o trabalhador doméstico, e foi que gerei o cálculo do GPS. A culpa é do programa!. O sujeito disse que nunca ouviu falar desse programa, e que eu devia me orientar pelo site da Previdência. Enfim...agora vou tirar esse link deste blog. Além de me orientar mal, ainda multipliquei a informação. 

Resultado, eu que pensei que nada iria gastar, terei que pagar R$240,00 para acertos  e ainda fui chamada de burra! Mas o recado tá dado. Nunca mais acesso esse programa para pagar gerar o GPS, e espero que vocês, amigas patroas, escutem também este recado. Boa tarde.

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