terça-feira, 31 de março de 2009

"Você contrata uma faxineira que eu trabalho aqui."

Eu ouvi uma dessa, acredita? É lógico que eu não contratei a moça. Imagina se um dia eu chego numa entrevista de emprego e falo uma dessa? Se bem que foi bem melhor ela ter falado isso naquela hora do que começar a trabalhar e fazer corpo-mole.

E você já ouviu alguma coisa parecida de alguém para trabalhar na sua casa?

Tudo começou....

Ano passado mandei uma mensagem falando do fim de uma relação com a minha empregada, uma relação de nove anos que já estava insuportável. No largo grupo de amigas que, coitadas, receberam a mensagem, umas nem chegaram a ler o final do e-mail e já achavam que era o meu casamento que tinha terminado. Também o texto começava assim, um tanto, dramático....

Pois é....empregada é algo fundamental na minha vida. É a velha (ou será nova?) história da jornada dupla, tripla de mães, que, nem sempre, só por escolha tem de trabalhar o dia todo e adminstrar a casa pelos celulares! É fogo!.

Da minha situação desesperadora do final do ano passado para cá, falei com várias mães, troquei muita conversa e indicação sobre empregadas.

Vi que muitas vezes ficamos muito à mercê das condições que elas nos colocam. Abrimos nossa casa, damos licença à nossa intimidade. E aí?

Somos empregadoras, afinal! Estamos oferecendo um emprego, casa, comida, máquina de lavar, etc....e assim mesmo parecemos umas monstras, dondocas, umas exploradoras.

E quantas não se sentem constrangidas em cobrar um espelho quebrado, reclamar de uma mancha de água sanitária?

Bom, enfim, está o blog para trocarmos conversa, falarmos de nossas aflições nesse sentido.

Coloquei alguns links que me foram muito úteis.

Podem contribuir também.
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