terça-feira, 29 de setembro de 2009

Quem é que fica com as crianças?

Pensei muito antes de escrever este post. É por que faz pouco tempo eu falei sobre um momento emocionante que foi o bolinho de aniversário que fiz pra minha empregada. Recebi comentários simpáticos no post. Foi uma coisa bem legal.
Pois é, só que nem tudo é emocionante nessa relação trabalhista doméstica. Pelo contrário, ás vezes é decepcionante.
Acontece que, uma outra bela noite, estava eu em casa, no meu período de descanso, e entrei no msn pra ver se encontrava meu irmão ou uma amiga para bater um papo rápido.
Vocês sabem que o computador grava os usuários, os correios logados, não sabem? Bom, entrei no msn, vi o meu correio, o do meu marido, e um outro que eu nunca havia visto: karolsafada@......
Imediatamente mandei um email para o meu marido, que estava em seu trabalho, perguntando se ele conhecia esse correio. Ele me respondeu por email que não, não fazia a menor ideia. Eu acabei esquecendo. E assim passou a semana, cheia de coisas pra resolver, trabalho, deveres de casa, compromissos, etc.
No domingo, naquele finalzinho do fim de semana, depois do Fantástico, o meu marido foi entrar no gmail. E aconteceu a mesma coisa com ele. Apareceu um correio ....@.com. Um correio similar ao que eu havia encontrado no msn, outro que a gente não conhecia.
Quando ele comentou em voz alta, eu logo liguei "as coisas" à pessoa, até por que os nomes usados nos correios caem direitinho como um apelido dela. Dela, quem? A empregada. É a empregada que anda logando no computador quando não tem ninguém em casa. E isto acontece todas as tardes.
E, o pior, é o correio que ela usa: karolsafada! E nunca, nunca, nunca ela falou nada, nem comentou sobre usar a internet, se podia usar a internet em minha casa.
Lógico que a minha vontadade foi de despedir a empregada na hora. Mas ainda era domingo. Meu marido colocou senha no computador e fez várias reclamações da moça comigo.
Na segunda ela chegou às 10 da manhã.
Eu, como muitas outras patroas, não tenho como ficar sem ninguém trabalhando em minha casa.
Só que a minha maior preocupação nisso tudo é saber que tipo de pessoa tem ficado com as crianças na hora em que não estão na escola. E olha que tive ótimas recomendações sobre ela. Não a contratei logo, fiz antes duas entrevistas longas com ela, olhei suas referências.
Não me interesso sobre o que ela faz, com quem ela sai, fora do horário em que trabalha na minha casa. Mas não posso deixar de ficar zangada com uma atitude que tira a confiança de deixar a minha casa e meus filhos nas mãos dela.
Ficou muito difícil dormir tranquila ou sair para trabalhar. Pelo menos, meus filhos não são tão pequenos e converso muito com eles. Lógico que não contei essa história ainda pra eles. Se contar, não vou chegar a tantos detalhes.
Enfim, estou à procura de outra empregada. E antes que pensem que não sou tolerante, ela já aprontou outra como usar meu celular e o da minha filha sem me avisar, quando não estávamos em casa. Claro que descontei o valor do salário dela, até por que foram várias ligações interurbanas de longa duração. Ela, na ocasião, ficou muito sem graça quando eu mostrei a conta do telefone para ela. Pediu milhões de desculpas e disse que nunca mais iria repetir aquilo.
Mas repetiu. Repetiu uma atitude que tira toda a confiança que ainda restava nela.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Respeito gera Respeito

As patroas sempre reclamam de alguma falha de suas "secretárias", ou por que compram um caríssimo produto de limpeza e elas não sabem usar, ou por que não lavam ou não passam adequadamente, ou melhor, como as patroas querem. Nesses casos, uma boa conversa, a tal de eliminar ruídos de comunicação, e uma lista para estabelecer a rotina ajudam bastante. Fora isto, tem a questão do entendimento interpessoal, e este é caso a caso.

Uma patroa, por exemplo, outro dia me contou que a empregada, que trabalha com ela há uns dois meses, soltou uma pérola. A patroa chamava a atenção do filho. Não fazia muito tempo que ela tinha chegado do trabalho, queria que o filho fosse tomar banho, algo parecido. O menino, como toda a criança, resistiu. A mãe insistiu um pouco irritada. A empregada então disse, levando o menino:

- Vamos, vamos logo que a tua mãe tá nervosinha.

E o menino foi tomar banho. Lógico que a minha colega patroa ficou ainda mais irritada. Como lidar com isso?
Conseguir se entender bem com alguém que vamos conviver, por qualquer razão que seja, nem sempre é tão fácil, todo o universo sabe disso. Depende, antes de tudo, do caráter de cada pessoa. E quando há relações de trabalho, a verdade é que elas podem atrapalhar muito.
O mais importante é nunca, nunca perder a cabeça. Saber se colocar, sem ameaças, é a melhor forma de conseguir o respeito. Por que, colegas, somente pagar salário não significa que vamos ser respeitadas, não é?

Assim como Gentileza gera Gentileza, ainda acredito que Respeito gera Respeito.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Quanto pensas em pagar?

Amigas Patroas,

vamos olhar para dentro, para o nosso interior. Digo, interior das nossas finanças. Vamos parar por um momento, apenas por um momento, de pensar em quanto está salário mínimo estadual, o mínimo federal, ou o quanto a vizinha paga para a empregada dela, ou por quanto as candidatas ao emprego estão se dispondo a sair de casa, pegando aquela bela condução da nossa cidade maravilhosa para exercer as funções mais necessárias e básicas da rotina doméstica.

Vamos ver o quanto podemos, na dimensão dos nossos limites monetários, oferecer de salário para nossas assistentes. E qual é a disponibilidade de horário e execução de tarefa que exigimos delas.

Depois que vocês fizerem seus cálculos, suas verificações, olhem para fora. Comparem com o que já pesquisou com a vizinhança, com as colegas no trabalho, ou com as informações do jornal, salário mínimo estadual, federal. Ou seja, confira a realidade. Talvez fiquem surpresas com o resultado. Estou falando tudo isso, por que foi o que aconteceu comigo. Fiz a comparação e me surpreendi.

Eu achei uma planilhinha que ajuda a calcular o salário bruto da empregada, a partir do salário líquido que se pensa em pagar.

Talvez ajude a encontrar a "dimensão dos seus limites monetários" da sua folha salarial doméstica.

Clique aqui.

Bjs

domingo, 6 de setembro de 2009

Aniversário

Outro dia foi aniversário da minha empregada. Ela me avisou na véspera. Talvez por que tenha começado trabalhar na minha casa faz pouco tempo e ainda não se sinta à vontade para falar de suas datas especiais.
Voltei correndo do trabalho e comprei uma torta e umas poucas guloseimas. Não gosto de que os aniversários na minha casa passem em branco. Não que precisem ter uma festa, que seja um acontecimento social. Mas que seja um dia feliz, um dia alegre, com uma comemoração sincera, amiga. E que haja um doce, para contribuir com os doces momentos da nossa memória.
Trouxe então o bolo para casa. Estávamos só eu e meus filhos. Coloquei o bolo com os doces na mesa, enquanto ela estava no quarto dela. Peguei uma vela do Bob Esponja, uma figura alegre, divertida. Acendi a vela e a chamei.
Nossa! Ela ficou tão contente. Disse que desde os onze anos nunca mais tinham cantado parabéns para ela desse jeito com bolo e etc.
A gente não imagina que coisas assim acontecem com pessoas que estão tão perto de nós.
Fiquei comovida. E acho que ela realmente gostou.
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