domingo, 7 de junho de 2009

Fenômeno brasileiro

Em abril, alunos da Universidade de Saint Gallen, na Suíça, uma das 30 melhores escolas de negócio da Europa, Suíça, estiveram no Rio de Janeiro analisando varios aspectos, entre o Rio e São Paulo, para o projeto do final do curso sobre o mundo dos negócios. Os temas das monografias, logicamente, tinham cenários brasileiros.
Marco Egbring, 35 anos, aluno do MBA Executivo, uma das 30 melhores escolas de negócio da Europa, ficou impressionado com a naturalidade com que falamos de empregada doméstica.
Gostaria de saber mais detalhes sobre esses estudos suíços. Andei fuçando pela internet, mas não encontrei nada ainda. Quer dizer, encontrei algumas coisas em alemão. E como nem comecei o curso, fica difícil de entender. De qualquer modo, isto me fez pensar se o papo de empregadora doméstica é um fenômeno brasileiro.
Sobre ser um fenômeno, eu já falei alguma coisa num post passado. Mas o fato de chamar a atenção do europeu numa escola de negócios da suíça? Dessa eu não sabia. Que up grade, hein? Quem sabe eu não me empolgo e faço o doutorado com esse tema?
Não, não! Não acho que seja uma boa. Já pensou? Eu, com a minha empregada em casa, analisando cientificamente a nossa relação?
- Fulana, você percebe de que forma a minha frase: "cozinhe sempre o arroz, naquela panela nova caríssima de titânio, em fogo baixo?
- Como eu percebo? Que é isso? Perceber?
- É. O que você entende, como você escuta?
- Com o ouvido?
- Não! O que você ouve? Você, na hora de cozinhar, faz como eu digo?
- Faz "comoeudigo"?
- É. Como é que você faz?
- Heein?
- Por exempo, quando eu falo: não deixa roupa no varal no final de semana. O que você entende?
- Eu entendo que a senhora quer que eu junte e deixe largada aquele monte de roupa imunda da sexta feira. E sexta é uma danação! É o dia que o seu filho faz futebol antes da escola, que seu marido vai pro tênis antes do trabalho. E aquela roupa chega que chega fedida, viu? Suada que só! A menina vai pro vôlei e vem com a roupa cheia de areia e cheirando a peixe. Vôlei de praia, né? A da senhora, então/
- Tá bom, tá bom. Pode parar!
Tá doido! Sai de mim ideia! Não ia dar certo. Se os suíços quiserem estudar, deixa com eles. É o distanciamento geográfico, psicológico, ideal que o pesquisador precisa para fazer a tese.
Estou muito envolvida nessa coisa.É muita exposição da intimidade. rs.

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